<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="en">
  <title>Janos Biro</title>
  <link rel="self" type="text/xml" href="http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__xml_atom"/>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/"/>
<updated>2007-08-02T18:42:02Z</updated>
<author>
  <name>User 296</name>
</author>
<id>http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/</id>
<generator uri="http://www.orgspace.com/" version="1.67">OrgSpace NewsLog</generator>
  <entry>
   <title>What is our history?</title>
   <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000003.htm" title="Full Article"/>
   <summary type="text">Article about human history and our history. For a Portuguese version of this, check http://umanovacultura.blogspot.com/2007/08/qual-nossa-histria.html</summary>
   <content type="html"><![CDATA[<img src="http://www.newciv.org/pic/nl/catpic/296/2.gif" title="Category: Articles" align="right" hspace="20" vspace="10">The history of human beings is in the same continuum as the history of humanoids, which is in continuity with the history of primates, and so on until the first living being. But what is generally called “human history” is just the history of one culture: our culture. What’s the real name of our culture? We never gave it a name because we always called ourselves “humanity”. But the translation of every name that tribal people use to call themselves is also “humanity”. Every people call themselves humanity, and we are only one of those peoples.<br><br>Everything that exists only in our culture cannot be essential to humankind. To say that something is essential to our specie and that this is found only in our culture is a contradiction. So everything we create in our culture that doesn’t exist in any other culture may be essential to us, but it is not essential for humanity. Legal rights are not essential, martial law is not essential, literature is not essential, and so on…<br><br>The history of our specie is very recent if compared to the history of other primates and humanoids. But the history of our culture is still more recent, even if compared with the history of our specie alone. This history is marked with accumulation. We accumulate many times more people, things and problems than every other people in the past. Just one country can contain more people and than the whole human population of about 500 years ago.<br><br>Accumulate is a constant in our culture, and it cannot last forever. The accumulation demands many things: a completely different way of life, to which humans are not biologically adapted because they never experienced that before. Demands more and more control over nature and man because the natural tendency of accumulation is that it is temporary. To concentrate and maintain the surplus, it is needed a system of expanding control, a control each time more rigid, which also can’t last forever.<br><br>To mix evolution with the origin of our culture is always problematic. Certainly there is evolution involved in that, but it doesn’t mean that our culture is “more evolved” than any other. Such an affirmation is a mistake because evolution dos not create a hierarchy. It is not a ladder. There are no stages in evolution. All existent living beings e cultures are different results of evolution, but they are in all as much evolved as they could be. Extinction is not always for less evolved species or cultures. Extinction opens space for a change that is not necessarily for better. To know if something is an evolutionary success or failure you need a lot of time. Eve what is a resounding success can became a great failure in the future. Species are not getting better, they are getting different.<br><br>The histories of other cultures that had accumulation as fundament was always very short, what is not a good sign for us. It is very difficult to maintain a system that depends on each time more complexity. It is like making a castle of cards. Our culture demands each time more effort just to stay standing. We even know that this can’t go on forever, but we call that event “the end of the world”. Again the idea that we are humanity so the end of us can only mean the end of the world for humans, which is far from truth.<br><br>We tend to see what is out of our history as irrelevant. It like everything was a prelude to our history, everything happened so that we could exist. This belief in human destiny avoids any try of understand the human history as something natural.<br><br>Is there a solution to our culture? Can we change our future? The specialty of our culture is the accumulation, and accumulation is unsustainable, so we cannot save ourselves and our culture at the same time. We have to change to another culture. We can create a new culture as we created others. This will depend on each one of us, human beings immersed in this culture.<br><br>Janos Biro<br>]]></content>
   <id>http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000003.htm</id>
   <published>2007-08-02T18:42:02Z</published>
   <updated>2007-08-02T18:42:02Z</updated>
   <category term="articles" scheme="http://www.technorati.com/tag/Articles"/>
  </entry>
  <entry>
   <title>A cidade da Máquina</title>
   <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000002.htm" title="Full Article"/>
   <summary type="text">Uma metáfora para o nosso mundo.</summary>
   <content type="html"><![CDATA[<img src="http://www.newciv.org/pic/nl/catpic/296/2.gif" title="Category: Articles" align="right" hspace="20" vspace="10">	Neste lugar, há muito tempo atrás, uma máquina foi construída para suprir o povo de tudo que ele precisava para viver. Com essa invenção revolucionária, as pessoas foram parando de trabalhar. Tudo que tinham que fazer era manter a máquina trabalhando por elas. Assim, o número de pessoas foi aumentando extraordinariamente, já que agora era a máquina e não a natureza que determinava o limite de recursos. A máquina foi sendo constantemente aprimorada e aumentada junto com a população. Há algum tempo atrás era do tamanho de um prédio, mas hoje já se encontra cobrindo toda o subterrâneo da cidade e várias partes mais além.<br><br>	Era a máquina que provinha educação, saúde, alimentação, moradia e tudo o mais para as pessoas, mas esses bens não eram distribuídos automaticamente. Quando havia menos pessoas e a máquina era menor, era fácil pegar o que se precisava e apenas em quantidade necessária. Porém, como a máquina cresceu muito, foi preciso que alguns trabalhassem na distribuição. E também, como os bens eram produzidos em quantidades absurdamente grandes, foi preciso que alguns outros trabalhassem na segurança do estoque, pois era uma coisa tentadora ver todos aqueles bens ali. A enorme quantidade num lugar só faz parecer que está sobrando, e é até instintivo que você tenha vontade de pegar um pouco mais do que o suficiente. As pessoas que trabalhavam na regulação do tipo de bens que a máquina devia produzir também se deixavam levar por essa ilusão, e iam usando as capacidades da máquina para produzir coisas que não são necessárias para viver, mas que servem de diversão para aquelas que já tinham o bastante. Além disso, havia uma grande discussão sobre qual seria a quantidade de bens que uma pessoa devesse consumir, pois alguns precisavam de mais, outros de menos. Alguns preferiam umas coisas e detestavam outras.<br><br>	Era preciso também observar aqueles que ficavam longe da máquina, e que às vezes ficavam sem os bens. Como havia muita gente, isso era difícil de fazer. Foi preciso, então, criar um grande sistema que garantiria uma justa distribuição de bens, priorizando aqueles que ajudam a manter a máquina. Havia muita gente que resolvia trabalhar por si mesma. Mas trabalhar por si mesmo é uma coisa difícil de fazer, pois é preciso grande cooperação para fazer coisas grandes. Se as pessoas insatisfeitas começassem a se juntar fora da cidade, logo não haveria pessoas suficientes na cidade para justificar o aumento da máquina, e os controladores teriam que parar de produzir bens inúteis, mas que eles gostavam tanto. Por isso, foi criado um sistema que prendesse tais pessoas e tirasse seus direitos sem que elas saíssem da cidade.<br><br>	Era preciso, também, que as pessoas gostassem mais dos bens produzidos pela máquina que dos bens produzidos por elas mesmas. Era preciso manter as pessoas recebendo apenas a educação da máquina, apenas a medicina da máquina, apenas as casas construídas pela máquina, a comida e o resto dos bens que a máquina produzia. Se as pessoas deixassem de ser dependentes dos bens que a máquina provinha, elas poderiam acabar deixando de expandir a máquina, e isso preocupava aqueles que controlam a máquina, pois eles têm acesso não só a tudo que é necessário para viver, mas a muito mais coisas que seriam impossíveis sem a expansão constante da máquina. As pessoas responsáveis pelo controle da máquina, portanto, criaram um sistema para que todas as pessoas dependessem da máquina tanto quanto eles, aumentando ainda mais a produção daquilo que não se precisa para viver, e às vezes até mesmo prejudica a vida, mas que é divertido. E assim, esses bens inúteis foram produzidos e distribuídos amplamente, até para aqueles que não tinham tudo que necessitavam para viver. Uma grande pesquisa foi feita para descobrir algo que fosse fácil de produzir e gerasse bastante dependência. Muitas coisas desse tipo foram produzidas.<br><br>	A máquina, porém, tinha uma série de defeitos que foram surgindo com as sucessivas expansões. Defeitos considerados simples, às vezes só uma falta de ajustes. Mas com o passar do tempo esses pequenos defeitos foram se acumulando, de maneira que chegou a um ponto em que a máquina era um aglomerado infindável de problemas. Houve quem estudasse profundamente a máquina e procurasse nela os principais defeitos, até que um dia alguém descobriu um defeito tão fundamental que levaria inevitavelmente ao fim da máquina. Esse homem decifrou a máquina como ninguém, e o que ele descobriu se espalhou rapidamente. Logo as pessoas começaram a aceitar o fato de que em breve não haveria mais máquina, então se concentraram em pensar como seria o mundo depois da máquina. Mas a máquina não acabou até hoje.<br><br>	 O que aconteceu foi que os controladores da máquina levaram a sério o que o homem disse, e souberam contornar o problema. O defeito fundamental nunca iria ser reparado, mas com uma adaptação das pessoas e um contínuo desenvolvimento da máquina, ele nunca chegaria realmente a destruir a máquina. Como um balão cuja borracha vai sendo adicionada enquanto vai ele vai sendo soprado cada vez mais. Isto manteve a máquina até hoje, mas o seu potencial de destruição vai sendo aumentado, de forma que o dia em que o defeito não puder mais ser coberto, a explosão talvez destrua não só a cidade inteira, mas todas as cidades. E isto ocorrerá quando não houver mais peças para aumentar a máquina.<br><br>	Por que eles não simplesmente param de usar a máquina, já que as desvantagens são tão óbvias e a catástrofe é iminente? Porque eles acreditam que usar a máquina não é uma escolha, é o DESTINO, respondeu o guia. Não há nada que os convença a parar agora, e nada que possa salvá-los também, exceto desistir da máquina. Porém a máquina é vista como o projeto mais importante e sagrado da humanidade, desistir dela está fora de questão. Gostaria que houvesse uma forma de colocar essa idéia pelo menos “dentro de questão” novamente, pois a máquina falhou no que quer que fosse seu objetivo, a não ser que ela tenha sido construída para realmente destruir tudo o mais rápido possível. Infelizmente, não há nada que eu possa fazer para convencê-los disso, portanto segui em frente, até a próxima cidade.<br><br>Janos Biro<br>Goiânia, 2002<br>]]></content>
   <id>http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000002.htm</id>
   <published>2005-12-01T15:06:36Z</published>
   <updated>2005-12-01T15:06:36Z</updated>
   <category term="articles" scheme="http://www.technorati.com/tag/Articles"/>
  </entry>
  <entry>
   <title>Religião</title>
   <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000001.htm" title="Full Article"/>
   <summary type="text">Anti-Pandora  Vamos falar abertamente sobre nossas religiões. Algumas pessoas acreditam que não há problema algum em participar de uma instituição, seita ou filosofia que nega, enfaticamente, que o lugar, o habitat natural do ser humano seja o planeta Terra.   Antizero</summary>
   <content type="html"><![CDATA[<img src="http://www.newciv.org/pic/nl/catpic/296/2.gif" title="Category: Articles" align="right" hspace="20" vspace="10">Anti-Pandora<br><br>	Vamos falar abertamente sobre nossas religiões. Algumas pessoas acreditam que não há problema algum em participar de uma instituição, seita ou filosofia que nega, enfaticamente, que o lugar, o habitat natural do ser humano seja o planeta Terra. O planeta em que nós vivemos é um lugar inapropriado para se viver como um ser humano completo. Talvez seja apropriado para animais inferiores, mas os seres humanos têm algo a mais, são sagrados. Merecem não somente uma vida num lugar bem melhor que este miserável planeta, mas merecem uma eternidade em tal lugar. São sagrados, no entanto, estão corrompidos ou acometidos por algum mal de origem distante. Por este mal, estão condenados ao sofrimento, à guerra, à tristeza, ao mal. Porém, aqueles que submeterem sua vontade à vontade da entidade sobrenatural que criou tudo isto, acreditando que, por mais misterioso que isto seja, sua vontade levará ao bem supremo, estes se salvarão. Estes merecerão aquilo para o qual eles foram originalmente feitos. Ainda mais estranho, é que estas pessoas precisam não somente submeter sua vontade, mas também sua razão à razão de homens que dizem representar esta entidade. Assim fazendo, eles jamais se questionam sobre outras hipóteses plausíveis que poderiam explicar os eventos que eles chamam de divinos, assim como os eventos que os levaram a buscar uma religião.<br>	O cristianismo, por exemplo, deve muito à religião egípcia. Não apenas se apropriaram de vários elementos práticos, como o altar e as velas, mas também de alguns conceitos, como a ressurreição. A religião egípcia influenciou Platão ao escrever o Fédon, que influenciou Aristóteles na Metafísica, que provavelmente inspirou o evangelho de Paulo, fundador do catolicismo. A religião egípcia é a criadora do conceito de sobrevivência após a morte. Embora seus deuses não fossem completamente antropomórficos, estavam em vias de se tornar. Os deuses das religiões “menos avançadas” eram aspectos da natureza. Eles passam a representar cada vez mais as características humanas. Os deuses gregos eram assim, e desagradavam Platão, que prefere o mundo das idéias. O encontro do deus monoteísta com o mundo das idéias gerou o deus cristão. Paulo adapta o deus monoteísta aos romanos, ajudando assim a manter o poder romano, que estava se desfazendo. No Egito, temos o surgimento da desigualdade social em larga escala: o primeiro império teocrata, que cresceu principalmente graças aos escravos. Os escravos provavelmente surgiram na África, e seu aparecimento é essencial para o aparecimento dos impérios, que também surgem na África. Mas a idéia de fazer escravos não surge do nada. A idéia de fazer escravos depende da idéia de expansão de territórios, que por sua vez depende de duas coisas: a idéia de propriedade da terra, e a idéia da agricultura expansiva. Sem o surgimento da agricultura expansiva não haveria superpopulação, logo não haveria necessidade de expandir territórios, não haveria escravismo em massa, impérios tirânicos nem guerras de grandes proporções. Alguns podem afirmar que também não haveria desenvolvimento tecnológico, científico, literário, e assim por diante. Isto pode não ser verdade, mas é verdade que as nossas religiões atuais são um produto cultural, e que não poderiam ter existido se não fosse pela própria concepção mundo e de ser humano que gerou toda esta situação miserável em que vivemos hoje, e que ameaça a vida em nosso planeta. O império romano deve tudo aos escravos e à sua capacidade de adaptação. Passa a dever para os escravos e para a conversão.<br>	Não houve, como alguns gostariam de pensar, uma evolução linear da humanidade para este estado. Por 90 mil anos as pessoas viveram em tribos, tinham arte, economia, guerras, religião e cultura. Elas tinham história, mas foram injustamente desapropriadas dela. Toda vez que alguém diz que está orgulhoso do nosso desenvolvimento, está dizendo que está orgulhoso de um projeto suicida de aniquilação e assimilação. Toda vez que alguém desta cultura diz que eu devo respeitar sua posição, sua religião, e assim sua visão de mundo, diz que devo respeitar o massacre, a ganância, o orgulho, a mentira, e por fim, o desrespeito à própria vida, e que isto deve permanecer assim. Que tudo que posso fazer é ser caridoso, é fazer “a minha parte”.<br>	Hoje em dia nós temos uma chance única. Podemos questionar, encontrar saídas, encontrar novas soluções, novas maneiras de nos relacionarmos com o mundo e com a cultura. E podemos fazer isso sem ter que descartar a tecnologia, a literatura, e todas as coisas realmente positivas que resultaram desta catástrofe que é a nossa história. Podemos fazer isso porque essas coisas não são a causa da nossa extinção, elas se desenvolveram paralelamente. Podem ser usadas, e continuar a serem desenvolvidas sob um novo paradigma, que abranja a vida como um todo. Eu gostaria que esta mensagem fosse encarada não somente como uma crítica, mas como uma mensagem positiva, de ânimo para os excluídos culturais. Para os órfãos do sistema. Leiam, aprendam, mudem. Envolvam-se profundamente com a vida neste planeta, que nos deu a chance de viver, e que tem tanto a oferecer. Evolvam outras pessoas naquilo que vocês acreditam, e o mundo irá mudar. Se esperança parece um pouco deprimente, não tenham esperança. Tenham coragem. Sobrou muito mais no fundo da caixa de Pandora, é só procurar.<br><br>Janos Biro<br>Goiânia, 2005<br>Agradecimentos aos meus amigos da net e membros dos grupos de discussão.<br>]]></content>
   <id>http://www.newciv.org/nl/newslog.php/_v296/__show_article/_a000296-000001.htm</id>
   <published>2005-09-02T03:36:29Z</published>
   <updated>2005-09-02T03:38:30Z</updated>
   <category term="articles" scheme="http://www.technorati.com/tag/Articles"/>
  </entry>
</feed>
